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PRÊT-À-PORTER
Este
é um banco de campanhas slogans, cartazes, outdoors, jingles.
Um repositório de idéias para campanhas (presentes e futuras).
Fique à vontade para imprimir, consultar, copiar, aproveitar, modificar,
além de enviar sugestões. O importante é "pubblicare".
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A
partir desta 2° ed. de PUBBLICARE, vamos nos aliar à ADBUSTERS
em alguns projetos pontuais, assim como na troca e tradução
de materiais, caso da campanha "UM DIA SEM COMPRAS" ('BUY NOTHING
DAY'), sugerida mundialmente para o dia 23 de novembro de 2001, um dia
depois do feriado de "Ação de Graças" nos
EUA, mas que se pode repetir em qualquer outra data:
UM
DIA SEM COMPRAS (BUY NOTHING DAY)

Porque
celebrar "Um Dia Sem Compras" depois do 11 de setembro?
O presidente Bush, o primeiro-ministro Blair, o primeiro-ministro Chretien
e tantos outros líderes mundiais são um coro em uníssono
nesses dias. "Comprem!" gritam eles. "Comprem como vocês
nunca compraram antes, comprem como se vocês não estivessem
já afundados em suas dívidas pessoais. Comprem porque nessa
época de crise a nação precisa que você compre.
Compre porque a economia e, por conseguinte, todo o bem-estar da
economia mundial está em jogo."
Nesse clima, a brado de protesto de Adbusters, conclamando por um jejum
de consumo de 24 horas poderá parecer, a algumas pessoas, como
algo que provém da esquerda profunda.
Nossa campanha anual tem, considerando o que temos ouvido, polarizado
ainda mais os leitores. Alguns são complacentes de fato,
acham que a idéia de quebrar o transe da cultura de consumo por
um dia nunca pareceu mais relevante. Outros, porém, pensam que
esse ano deveríamos calar a boca com relação ao "Dia
Sem Compras". Isso sem contar aqueles que parecem genuinamente perplexos
com o mero fato de chegarmos a propor algo assim, para começo de
conversa.

Talvez isso ocorra porque a retórica oficial do "Façam
suas compras enquanto deixamos cair as bombas" sai de Washington
e Londres e Ottawa, sem qualquer contexto ou embargo. E isso sem mencionar
que se trata de uma medida de emergência a curto prazo, mas com
custos a longo prazo para o planeta. Não queremos sugerir que os
nossos formulistas de política econômica, enquanto totalizam
o PIB desse ano, podem ter, na realidade, qualquer idéia sobre
como medir o progresso econômico real. E não têm muita
tolerância com a noção de que a frugalidade ao invés
do gasto pode, a longo prazo, ser a única resposta racional ao
11 de setembro.
O que você acha? Deveríamos deixar de lado a nossa campanha
"Um Dia Sem Compras", em decorrência da tragédia,
ou deveríamos dar o recado aos berros do teto do prédio
mais alto?
Vá ao debate sobre Um Dia Sem Compras!!!

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